Carnaval sem “Maria Sapatão” e “Cabeleira do Zezé”, será que é?

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Letras polêmicas são apenas brincadeiras ou preconceito?

BLOCO CARNAVAL - MARIA SAPATÃO

“Olha a cabeleira do Zezé. Será que ele é?”. “O teu cabelo não nega, mulata”. Em 2017, alguns blocos de rua do Rio de Janeiro e de São Paulo decidiram não tocar marchinhas politicamente incorretas.

Em São Paulo, Thiago França, da Espetacular Charanga do França, cortou “O Teu Cabelo Não Nega” do repertório, por conta de frases como ‘Mas como a cor não pega, mulata / Mulata eu quero teu amor”. No Rio, o corte dessas músicas é defendido pelo bloco Cordão do Boitatá e Céu na Terra.
Há quem considere toda essa discussão um exagero, como o compositor João Roberto Kelly, de “Maria Sapatão” e “Cabeleira do Zezé”. Em entrevista recente ao UOL, ele disse que não fez nada com intenção de ofender. “Carnaval é uma grande brincadeira, a gente se fantasia de mulher, goza do careca, do barrigudo… Dentro desse contexto nada pode ser ofensivo”, defende ele, que, por sua vez, crítica letras com palavrões e incitação a drogas e violência”.
Por isso o UOL foi ao pré-Carnaval para saber: Carnaval é para zoar todo mundo ou piada com grupo já oprimidos, mulheres, negros e LGBTs, tem que acabar?
FONTE: UOL COM ADAPTAÇÕES GAZETA ONLINEG
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Alex de Brito Limeira é jornalista e escritor. Esteve sete vezes entre os melhores novos escritores do país em concursos literários promovidos por casas editoriais de São Paulo e Rio de Janeiro. Escreve poesias e ficção. Em Abril de 2011 lançou o romance O Crime da Santa. Foi repórter no jornal Folha do Maranhão do Sul, em Carolina – MA; Instrutor autônomo de redação discursiva e dissertativa. Em Fortaleza dos Nogueiras é pioneiro na comunicação social - jornalismo, ao fundar, editar e apresentar o Jornal da Cidade, na rádio Cidade FM de 2003 a meados de 2004. Em seguida fundou a Gazeta Sul Maranhense (Fortaleza dos Nogueiras e região) e o site Gazeta OnlineG, ambos em ampla expansão.