De cada 4 brasileiros, 3 temem ser assassinados

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67% de jovens temem a PM

MEDO DE ASSASSINATO

MEDO DE SER MORTO: O NÚMERO DE ASSASSINATOS CAIU EM 2015 1,2%, MAS O BRASILEIRO É ATERRORIZADO PELO MEDO DE SER ASSASSINADO

O medo de ser assassinado ou de ser agredido por bandidos ou policiais atinge a maioria dos brasileiros, segundo pesquisa Datafolha divulgada nesta quarta-feira (2) pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública. Os dados fazem parte do 10° Anuário Brasileiro de Segurança Pública, que será divulgado nesta quinta-feira (3).

Segundo o levantamento, o medo de ser assassinado chega a 76% dos entrevistados. Apesar de ser vítima em mais de 90% desses crimes, os homens são menos amedrontados: 69% disseram que temem ser mortos, contra 83% das mulheres.

Outra constatação é que, quanto menor a renda, maior o medo da morte violenta, que chega a 78% entre os que ganham até cinco salários mínimos e 65%, nos que ganham acima de 10 salários.

Outro medo da população é o de ser vítima de agressão de criminosos. Na pesquisa, 85% disseram que temem ser agredidos por bandidos –índice que fica em 90% para as mulheres e 80% para os homens.

As mulheres também sofrem mais de outro grande medo: o de sofrer agressão sexual. Segundo a pesquisa, 85% temem ser vítimas. Já entre os homens, esse índice cai para 46%.

Medo da polícia

A pesquisa também revelou que, além do medo do bandido, a maioria dos brasileiros teme ser agredida pela polícia, especialmente a PM (Policia Militar).
Segundo a pesquisa, 59% teme ser vítima de agressão da PM, e 53%, da Polícia Civil. Esses índices crescem conforme diminui a idade, chegando a 67% entre jovens de 16 a 24 anos que temem ser agredidos pela PM.

“Existe uma dificuldade histórica entre juventude e polícia no mundo todo. Quase sempre a juventude é o publico que acaba sendo alvo da maior interação da polícia, e a conduta de jovens acaba sendo mais vigiada. Então, esse estranhamento precisa ser enfrentando caso a gente queira que a polícia goze da confiança e preste um bom serviço”, disse Renato Sérgio de Lima, diretor-presidente do Fórum Brasileiro de Segurança Pública.

Além de temerem ser vítima, 70% dos entrevistados afirmam que os policiais brasileiros cometem excessos de violência na função. Entre os jovens de 16 a 24 anos, essa sensação sobe para 75%.

Por outro lado, 64% dos entrevistados acreditam que os policiais são caçados por criminosos. Em 2015, 393 policiais foram mortos, segundo os dados do Anuário.

Falta de estrutura e eficiência

O Datafolha também questionou a percepção dos brasileiros sobre a atuação das polícias. Ao todo, 63% acreditam que as polícias não têm boas condições de trabalho.

Sobre eficiência, 52% acreditam que a PC faz um bom trabalho esclarecendo crimes, enquanto 37% não acreditam –os 11% demais não sabem ou não responderam. Já a PM tem o crédito de 50% dos entrevistados, que afirmaram que ela garante a segurança da população. Já 42% discordam e dizem que ela é ineficiente.

“Os brasileiros são claros ao perceber que as policias são reconhecidas como uma instituição importante e que não têm estrutura. Mas ela diz que tem medo de sofrer violência, que há dificuldade de enfrentar o crime e há excesso de violência ao agir. Ou seja, a forma como a polícia está agindo não é aquela que a população gostaria. Temos que pensar que polícia nós queremos”, disse Lima.

Para a pesquisa foram ouvidas 3.625 pessoas, em 217 municípios, entre os dias 1º e 5 de agosto. A margem de erro é dois pontos percentuais para mais ou para menos.

FONTE: UOL COM ADAPTAÇÕES DA GAZETA ONLINEG
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Alex de Brito Limeira é jornalista e escritor. Esteve sete vezes entre os melhores novos escritores do país em concursos literários promovidos por casas editoriais de São Paulo e Rio de Janeiro. Escreve poesias e ficção. Em Abril de 2011 lançou o romance O Crime da Santa. Foi repórter no jornal Folha do Maranhão do Sul, em Carolina – MA; Instrutor autônomo de redação discursiva e dissertativa. Em Fortaleza dos Nogueiras é pioneiro na comunicação social - jornalismo, ao fundar, editar e apresentar o Jornal da Cidade, na rádio Cidade FM de 2003 a meados de 2004. Em seguida fundou a Gazeta Sul Maranhense (Fortaleza dos Nogueiras e região) e o site Gazeta OnlineG, ambos em ampla expansão.