Eliomar Nogueira – Um legado para Fortaleza dos Nogueiras que será vivenciado, lembrado por tudo que fez e em ene situações

29
2805

Ele governou a cidade por 8 anos e atesta que fez as obras estruturantes do município

NOGUEIRANogueira: “Eu sou um sujeito, que não sei fazer mal aos outros. Eu não aprendi
fazer isso. Embora algumas pessoas dizem: reage! Eu não sei reagir,
porque eu não sei fazer mal a ninguém”

Ele está leve, tranquilo, “não guarda mágoa, nem rancor”, como disse em suas próprias palavras ao nos receber em sua Eldorado – a fazenda onde foi celebrado tantos encontros de pura amizade, que no final apenas uma parte estava com a amizade verdadeira – a dele mesma, quando disse: “um momento que você passou em que imaginou que aquelas pessoas eram suas amigas, mas elas não eram”.

Eliomar de Sousa Nogueira, 67, prefeito de segundo mandato disse com sua peculiaridade e com humor, que fez tudo que foi possível fazer pelas oportunidades que teve e que as obras estruturantes de Fortaleza dos Nogueiras ele fez.

Também pediu que os aliados do novo prefeito não o pressionem e o deixem realiza o governo que ele sonha.

Um relato sobre administrar Fortaleza dos Nogueiras – A gente só conhece a realidade de um órgão público quando você está lá dentro vivenciando. Antes, tudo são projeções, imaginações. Assim: o país tem jeito se fizer isso, o Maranhão tem jeito se fizer aquilo. Mas você só conhece a realidade quando está lá dentro.

Qual a lição que o senhor tira de tudo isso? – No primeiro período eu entrei com a expectativa de que é fácil você fazer uma gestão com muita eficiência, com resultados, pois eu sou da iniciativa privada e, tinha em mente que eu iria fazer da prefeitura tal qual uma empresa. Na realidade isso é…

Impossível? – Sim. Porque os recursos que giram dentro da prefeitura são públicos e, como tais eles tem de ser devolvidos ao público, de uma forma que sejam priorizados os interesses públicos. Então compatibilizar isso dentro de uma gestão é uma coisa importante e necessária, mas que não é fácil de se fazer.

Então encontrou dificuldades. Muitas? – No primeiro mandato nós tivemos uma dificuldade, porque recebemos a prefeitura numa condição em que estava sem condições de receber recursos do governo federal e do Estado. Então tivemos um período de trabalho para colocar isso em dia.

E isso é justificativa para um prefeito… – Não. Absolutamente. Isso não é justificativa para nenhum prefeito, porque quando ele assume ele tem de sentar 90 dias antes, ver a situação real da prefeitura para quando chegar o dia primeiro de janeiro ele já começar a trabalhar.

Trocando em miúdos essa é a chamada transição. – Sim. Ela existe exatamente para isso. E eu não tive transição no primeiro mandato nem no segundo. Os prefeitos que me antecederam não tiveram essa visão de sentar e passar as informações.

E como está esse processo agora com o Aleandro Passarinho? – Eu estou fazendo, para que ele não tenha dificuldade. Ele vai sentar lá e saber o que tem na Saúde, na Educação, Assistência Social, Infraestrutura. Vai saber o que temos de convênio para receber, enfim… para começar a funcionar. Ele não vai ter um período de adaptação.

Ok. Não houve transição. Dificuldades assolaram o governo. Mas quando efetivamente a prefeitura começou a trabalhar? – Ficamos praticamente um ano tratando disso. Depois começamos a trabalhar. Tivemos bastante apoio do governo do Estado; realizamos bastantes obras, principalmente na área de infraestrutura.

Cite algumas! – Estradas vicinais, por exemplo, fizemos muitas. E na questão da educação nós melhoramos bastante. Na saúde, conseguimos equipar o hospital muito bem, avançamos bastante na área da saúde. Pegamos o hospital na época totalmente sem nenhuma condição de funcionamento, não tinha médico etc. Construímos o posto de saúde da Trezidela, da Gameleira e equipamos e, mais que isso, conseguimos manter a permanência de médicos. E no primeiro mandato conseguimos fazer a ampliação do hospital, se não me falha a memória no dia 17 de dezembro e, eu iria entregar a prefeitura dia 31. Nem por isso eu deixei de fazer a obra. Fizemos o centro cirúrgico de 176 m², o equipamos; segundo os médicos e, dito pelo engenheiro do ministério da saúde que veio fazer a homologação, palavras dele: “Eu não conheço no interior do Maranhão, com exceção de Imperatriz um centro cirúrgico nas condições desse aqui”.

E o veio o segundo mandato. Qual motivação o senhor teve para ir ao páreo novamente? – Fomos motivos por uma obra inacabada. Nós começamos uma coisa e não terminamos. Então falei: eu vou voltar para concluir o meu projeto.

O senhor concluiu? – Nesse segundo mandato nós conseguimos. Fizemos três estradas vicinais grandes: a das Lajes, Vão Fundo e do Até Ver; recuperamos e fizemos muitas dessas estradas, o município todo é cortado por estradas vicinais. E entre construção e recuperação de novas pontes são mais de 70. Priorizamos o interior, porque o pessoal de lá é o que produz, é o que abastece a cidade, se ele não tiver como transportar o seu produto, fica difícil.

Inclusive foi construída no interior uma quadra poliesportiva. – Foram duas quadras, uma no interior na localidade Cajueiro; algumas pessoas até criticaram o porquê de eu fazer um investimento daquele no interior. Mas nós temos de tratar o pessoal do interior da mesma maneira que tratamos o da zona urbana. Fizemos outra quadra poliesportiva aqui na zona urbana, na escola Tia Anália. Esses dois investimentos totalizaram R$ 1,2 mi, construído por empresa de Fortaleza dos Nogueiras. Essas obras geraram 75/80 empregos diretos e, é isso que faz movimentar a economia do município. Ampliamos e reformamos a escola Tia Anália – hoje é a maior escola em termos de espaço, de capacidade de atendimento. Construímos um posto de saúde novo na região do Crueira. São 366 metros de área construída; na verdade ele é um mine hospital totalmente equipado, com médico atendendo. Isso flexibilizou bastante o atendimento dentro do hospital [da sede do município]. E vamos deixar uma ambulância vinculada ao posto de lá. Nós temos médico lá e, com certeza o Aleandro vai manter essa estrutura. Ampliamos e reformamos o posto de saúde dos Altos, do Recreio, da Nova Fortaleza, Gameleira, Trezidela e Brejão. Todos esses postos de saúde estão equipados, isso foi um avanço muito grande.

“Eu faria tudo de novo, só que agora a gente conhece. A partir de uma determinada situação em que você passou, por imaginar que aquelas pessoas eram suas amigas, mas elas não eram. Essa percepção a gente tem que ter”.

E em se tratando da infraestrutura da cidade, o que dizer? – Nós melhoramos a trafegabilidade de todas as ruas de Fortaleza onde não tem asfalto; a Vila Sá está toda ela em condições de tráfego; colocamos 3 quilômetros de asfalto novo na cidade. Melhoramos a distribuição de água em todos os bairros e sem custo para o consumidor, porque a prefeitura é quem paga a conta de luz do poço. Isso são melhorias que poderão ser bem avaliadas pelo usuário. Estamos fazendo duas praças, que serão concluídas agora. É uma obra que dará outro visual a Fortaleza dos Nogueiras. Iniciamos agora o projeto de iluminação da Avenida José Sarney [Bonifácio Pinto Costa], que vai dar uma outra visão para a Avenida, com organização de tráfego: mão, contramão. Se você tem um direcionamento do trânsito evita acidente. Temos uma outra obra estrutural importantíssima, que é o esgotamento sanitário já com 72% concluído; os recursos estão garantidos pela Funasa; essa obra vai continuar. Nós seremos o primeiro município do Sul do Maranhão a ter esgoto 100% tratado. E o foco do governo federal é saneamento básico. As cidades que têm estão com a qualidade de vida lá em cima. Outra coisa que nós melhoramos sobremaneira foi o bairro da Vila Lêda, que está totalmente calçado e, vamos iniciar o calçamento do Recreio, já temos recursos garantidos para essa obra, e também estamos abrindo mais um poço no Recreio para dividir e melhorar ainda mais o abastecimento de água; a Vila Sá tá toda com piçarra, iluminação e água. Enfim, aquilo que era necessidade básica a gente conseguiu fazer.

A obra de iluminação pública é alvo de muitas reclamações e críticas. O que o senhor diz a respeito? – Eu tive uma reunião com alguns empresários e o pessoal reclamando: Nogueira, vai ficar difícil para estacionar um caminhão. Eu disse: isso aqui é feito dentro das normas. Aqui pode pôr um caminhão que outro carro passa, mas uma rua como essa não é para você parar e pôr um caminhão para descarregar. Aí eu olhei pra ele e falei: Você está vendo aquelas pessoas ali? São 12 pais de família trabalhando, que representa 36/40 empregos diretos. Todos os recursos que vieram no meu governo eu apliquei pra gerar emprego.Eu dei emprego e fiz obra. Em toda história de Fortaleza dos Nogueiras, se você somar, todos os investimentos feitos não chegam a 70% do que nós investimos nesses 4 anos nas obras estruturantes que o governo federal nos deu. O nosso IDH [Índice de Desenvolvimento Humano] melhorou, o índice de educação melhorou, com o trabalho feito com vontade, determinação.

Então diante de tudo isso o senhor tem a sensação do dever cumprido. – Na política a gente nunca deve dizer: eu saio com a missão cumprida, porque a demanda é constante. A cidade cresce, criam-se mais ruas. Eu não tenho a sensação do dever cumprido, mas a minha parte eu fiz. Eu fiz aquilo que foi possível fazer. Eu não tenho a pretensão de dizer: eu fui o cara que mais fez por Fortaleza dos Nogueiras. Eu fiz aquilo que as oportunidades me proporcionaram fazer, que é o que está sendo feito, de concreto. As pessoas andam nas ruas elas percebem, por exemplo, que a rua dos veacos está sendo asfaltada – uma obra de um alcance social muito grande. As obras estruturantes de Fortaleza dos Nogueiras, eu fiz. O prefeito que vai me suceder não precisa se preocupar em construir escola, por exemplo, pois nós temos 3 mil e seiscentos e poucos alunos, mas aumentamos a capacidade material das escolas e, as reformamos.

E ainda assim o senhor não quis concorrer às eleições. Por que? – Eu saio da prefeitura com minha consciência absolutamente tranquila, não vejo justificativa para que eu fosse concorrer novamente. Não que eu esteja desmotivado, eu continuo com a mesma motivação do primeiro mandato. Eu sou um ser político, como você ou qualquer outro. Só que esse era o momento de dar oportunidade a outras pessoas, eu percebi isso. Eu tinha condições de enfrentar, mas eu acho que o momento era do Aleandro. Se ele não entrasse agora, não entraria depois. Em outro momento talvez ele não estivesse mais estimulado. Então a gente tem de ter essa percepção, não podemos ser maior do que o que é mais importante e, o mais importante naquele momento era fazer o Aleandro prefeito, porque era/é o que tem comprometimento com o desenvolvimento de Fortaleza dos Nogueiras.

Lembrando que há amigos, companheiros, mas também os chamados traíras e oportunistas, o que o senhor aprendeu com a política? – Nesses últimos três meses eu vi, digamos assim, um caldeirão fervendo na política de Fortaleza dos Nogueiras; cada um querendo ir para um lado, querendo criar um grupo, cada um quer o poder de qualquer jeito. E o que a política ensina para a gente e que muitos já deveriam ter prendido é que ela não é para o oportunista, a política não é para aquele cara que quer usá-la como meio de enriquecimento. Estamos vendo tudo que está acontecendo no Brasil em relação a operação Lava Jato. E não se constrói uma carreira política traindo parceiros, porque a percepção do eleitor é ampla. Quando ele percebe que determinado político usou de um meio não lícito, do ponto de vista ético, esse político não é bem avaliado. Em alguns casos ele pode conseguir uma projeção nas urnas favorável, mas de uma forma não recomendável, que é a conquista do voto através da troca de favores financeiros. Nós tivemos exemplos de candidatos que se elegeram com sua imagem de retidão. A Joilma, filha do Afonsinho foi muito bem votada. E quem disse que ela tem poder aquisitivo? Não tem. O Renato foi o vereador mais votado porque ele ficou os 4 anos prestando serviço à comunidade, ainda que com apoio da prefeitura, que deu todas as condições para ele, como eu daria para qualquer outro, porque o foco dele era ajudar o povo, não era benefício para ele. Mas já outros se elegeram com meios não muito republicanos, escusos.

NOGUEIRA-ALEX“Eu confio nas pessoas e continuo confiando. Quando eu perco essa confiança
não é por culpa minha, é por deformação de caráter dessas pessoas”.
Como o senhor ver os vereadores que tem sido de uns meses para cá muito ferrenhos nas críticas? – Eu tenho o maior respeito pelo trabalho dos vereadores. Se eles tivessem a percepção da importância do trabalho deles, eles seriam muito mais valorizados. Talvez eu tenha essa percepção até maior do que eles próprios. As atitudes de alguns deles de mudar de posição, têm sido pouco republicanas. Agora eles pensam: vamos identificar as falhas do governo Nogueira e criticar, para tentar agradar o prefeito que está entrando, se esquecendo que temos identidade com o Aleandro, senão, não tínhamos feito aliança. E o intuito desta aliança foi feita com o objetivo único de botar os interesses de Fortaleza dos Nogueiras acima de qualquer coisa. Acho que o que precisa é a câmara se fortalecer mais do ponto de vista institucional. Os vereadores não têm que ficar defendendo projetos, cujos benefícios não sejam para a sociedade.

O nome Nogueira definiu as eleições? – O nosso grupo definiu as eleições. E eu jamais, jamais teria outra tendência nessa política que não fosse o Aleandro, eu tenho coerência. Eu não sou o oportunista, o traíra, eu sou fiel à minhas origens, à minha linha política e, principalmente, ao que a população de Fortaleza dos Nogueiras precisa. Ela precisa de alguém que tenha o comprometimento de fazer tudo pelo povo e, essa percepção eu tenho do Aleandro. Espero que ele faça isso, não para minha alegria, mas para a alegria do povo e dele.

O que é maléfico num compromisso político? Ou seja, que tipo de compromisso político depõe contra um gestor? – Via de regra, as pessoas buscam: Olha prefeito você tem condição de alugar um ônibus escolar, a minha família tem 20 votos, eu vou votar em você. Esse tipo de coisa tem de acabar na política. Nós temos de pegar os recursos e aplicar em benefício da população. Você pode desgostar algumas lideranças que estão ávidas esperando por benefícios próprios, mas é necessário. Eles dizem assim: Quero alugar um carro para a carne, porque eu tenho de pagar a faculdade da minha filha e eu não tenho recurso, tem de sair disso, daquilo. O prefeito não pode estar preocupado com isso. É um erro. Pois quando você faz assim, o faz acreditando na fidelidade daquele parceiro, achando que ele vai te ajudar a construir o que é de bom para o município. Com o tempo você percebe que o que é bom para o município não é bom para ele. E como eu disse os recursos são públicos. Se alguém quer ajudar uma pessoa, que ajude do próprio bolso.

O senhor falou, em suma, em ausência de fidelidade. Isso abala sua confiança nas pessoas? – Eu confio nas pessoas e continuo confiando. Quando eu perco essa confiança não é por culpa minha não, é por deformação de caráter dessas pessoas. Eu não me arrependo de ter confiado nelas. Elas certamente estão se avaliando: o que nós ganhamos com isso? Nós estávamos num governo que estava indo bem para todo mundo. E nós tentamos mudar para melhorar mais para eles ainda? Que melhoria a mais eles queriam?
E o senhor foi o divisor de águas, pois quando resolveu apoiar o Aleandro… – Aqueles que estavam contra mim resolveram na hora: Vamos juntos com o Aleandro. Isso não é convicção política, isso é oportunismo, que não leva a nada. São 4 anos, o benefício que você tira da política é efêmero, passageiro e traz consequências desagradáveis como nós estamos vendo hoje. O que valeu para essa turma aí que o Moro colocou em cana? Um dos maiores construtores do mundo, talvez, está privado de sua liberdade. O que valeu? Será que isso não dá para o pessoal tirar lição. Fortaleza dos Nogueiras é pequena. E nós que realmente queremos o bem de Fortaleza dos Nogueiras temos de comungar desse pensamento: ajudar o novo prefeito a construir o que é bom para Fortaleza, não é atrapalhá-lo, pressioná-lo por cargos, é deixar que ele trabalhe. Agora pressionar: eu quero secretaria; eu quero fulano; quero alugar o ônibus; fazer isso; quero o carro da carne; eu preciso disso, isso não é justo. Não é assim que a gente contribui para a melhoria do município.

Sobre grupos políticos citados lá atrás. Como o senhor define? Há quantos grupos hoje? – Na Fortaleza dos Nogueiras existem hoje dois grupos políticos: é o grupo de oposição, que historicamente sempre foi, que apoiou o candidato derrotado. E o restante do grupo é o nosso. E esses que saíram para tentar formar outro grupo, é que eles não têm grupo, eles têm vontade de crescer politicamente, mas como é que cresce? Sendo dúbio? Incoerente? Desleal?

Vai ficar saudade de governar, de estar à frente do município? – Isso deixa saudade, não vou dizer que não deixa. Mas vou ter mais tempo para eu fazer algumas coisas que eu eventualmente quero fazer para os amigos. E continuo fazendo. Eu sou um sujeito, Alex, que eu não sei fazer mal aos outros. Eu não aprendi fazer isso. Embora algumas pessoas dizem: Nogueira você tem de fazer isso, os caras estão te prejudicando, reage! Eu não sei reagir, porque eu não sei fazer mal aos outros. E eu continuo fazendo as coisas que eu sempre fiz. Um amigo meu precisa de uma ajuda, está em dificuldade, porque que eu não posso ajudar esse cara. Não tem porque não fazer. E não faço isso pedindo nada em volta. E vou continuar fazendo da mesma forma que eu sempre fiz.

Futuro político. O senhor pensa alguma coisa? – É difícil você falar isso. No futebol, você chega uma idade que não consegue mais correr e aí para [risos]. Mas na política, não. O João Castelo saiu da política porque morreu aos 80 e poucos anos. Eu não posso dizer que vou sair da política, porque eu tenho uma rede de compromissos com meus amigos e dentre esses tem a política. Então se eu disser: não quero mais saber da política! Então eu vou abdicar da minha cidade? Dos meus compromissos? Da minha história? Não vou. Não existe o cara dizer que é um ser apolítico, porque se ele é empresário ele gera imposto da atividade econômica dele e quer saber pra onde vai seu imposto. Então ele tem de estar preocupado com a política. Mas a minha preocupação no momento é torcer para que o nosso amigo Aleandro faça uma boa gestão. Ele é um cara filho daqui e que tem boas intenções de fazer. Espero que seus aliados políticos o deem a liberdade para ele fazer o governo que ele quer, que estes aliados não exerçam nenhum tipo de pressão.

Algumas pessoas dizem que o Aleandro recebeu uma oportunidade pronta. O que o senhor pensa sobre isso? – Alguns dizem que o cavalo passou selado e o Aleandro montou, não é assim não, ele criou uma situação para isso. Ele merece ser o prefeito pela quantidade de votos que teve e pela adesão do nosso grupo a ele. Que as pessoas que estão do lado dele não conspirem contra ele, o deixem à vontade para que ele faça o governo que sonhou, que planejou.

Um recado ou frase final. – Eu faria tudo de novo. Quando as pessoas dizem: você jamais deverá ter relação com fulano e fulano. Eu faria tudo de novo, só que agora a gente conhece. A partir de uma determinada situação, de um momento que você passou em que imaginou que aquelas pessoas eram suas amigas, mas elas não eram. Essa percepção a gente tem que ter. Não é que eu seja um cara ingênuo, mas eu sou um cara que confio nas pessoas. Eu continuo confiando. Quando alguém me decepciona, ele decepciona a si próprio, porque achou que ia me enganar a vida inteira e não conseguiu [risos e mais risos]. Não guardo rancor, nem mágoa. Graças a Deus eu continuo tendo o mesmo ciclo de amigos reais. Aqueles que não estão no ciclo é porque eram amigos do poder, do cargo e, o poder é efêmero. E depois? E o agora? O que essas pessoas irão fazer? O sentimento que eu tenho é de uma interrogação. Será que essas pessoas não se deram conta de que alguma coisa elas não fizeram correto? Mas em suma eu recordo aqui Paulo Coelho que diz: “Perdoe o seu inimigo, mas nunca o confunda com um amigo”. No mais desejo a todos os munícipes um natal cheio de bençãos e um 2017 de muitas realizações.

NOGUEIRA-FILHÃOPara a GAZETA: No final, faz uma pose com o  Eliomar Filho para nossa câmera
Facebook Comments
COMPARTILHAR
Artigo anteriorEm sessão extraordinária vereadores aprovam projetos de lei de interesse do município para a próxima gestão
Próximo artigoUma gestão com a ousadia inovadora de Aleandro Passarinho
Alex de Brito Limeira é jornalista e escritor. Esteve sete vezes entre os melhores novos escritores do país em concursos literários promovidos por casas editoriais de São Paulo e Rio de Janeiro. Escreve poesias e ficção. Em Abril de 2011 lançou o romance O Crime da Santa. Foi repórter no jornal Folha do Maranhão do Sul, em Carolina – MA; Instrutor autônomo de redação discursiva e dissertativa. Em Fortaleza dos Nogueiras é pioneiro na comunicação social - jornalismo, ao fundar, editar e apresentar o Jornal da Cidade, na rádio Cidade FM de 2003 a meados de 2004. Em seguida fundou a Gazeta Sul Maranhense (Fortaleza dos Nogueiras e região) e o site Gazeta OnlineG, ambos em ampla expansão.