Prefeito eleito Aleandro Passarinho explana suas metas de trabalho e fala sobre seus primeiros passos após vitória nas urnas

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Parlamentares parabenizam o empenho de Passarinho, mas mais uma vez alfinetam prefeito atual

NA MESA COM BARÃOMesa Diretora: Aleandro ao lado da vereadora Branca explana suas ideias e as decisões já tomadas para a gestão que inicia em janeiro próximo. À direita, o presidente da Casa, Gesmar Nogueira e o vereador Edimar Dias.

Na sessão de ontem (25) da câmara de veadores de Fortaleza dos Nogueiras dois fatores chamaram atenção: a tentativa de pôr um requerimento em votação, de autoria da vereadora Maria de Fátima de Sousa Fernandes – Branca (PSC), que previa a mudança no horário para o abatimento de gado no matadouro público, pelo fato da carne está chegando tarde ao seu destino final, e o pedido de visto pelo vereador Antônio Félix Costa Barros (PSL) no projeto de lei do executivo que trata da mudança da nomenclatura dos concursados como agente de epidemiologia. O parlamentar temia, que ao ser mudada a nomenclatura os funcionários ficassem desassistidos quanto aos seus direitos de servidores efetivos. Mas logo voltou atrás ao seu pedido de vista, ao ausentar-se da sessão por alguns instantes e ouvir as explicações de Dra. Benta de Lucena Goiano e Nogueira. Após esse vai e volta do vereador, o projeto foi posto em votação e aprovado por unanimidade.

A vereadora ao explicar sobre o requerimento antes de tentar pô-lo em votação, o retirou quando o prefeito eleito Aleandro Passarinho informou, que tomou conhecimento de que o carro que transporta a carne é pequeno e, esta é razão pela qual o produto chega tarde no último açougue onde é entregue.

Ao fazer uso da palavra o prefeito eleito fez um relato acerca do seu empenho para com a causa Fortaleza dos Nogueiras, desde que foi confirmado sua vitória nas urnas. Ele falou a respeito de suas viagens a São Luís e Brasília e das promessas e garantias de ajudar o município, que recebeu por parte do governo estadual e de deputados.

Dentre as promessas, ele frisou as garantias de ajuda que teve para a construção do estádio de futebol, do terminal rodoviário, asfalto, água etc.

Em sua fala, Passarinho falou peremptoriamente acerca da lei no que concerne às mudanças para a administração pública, quando explicitou o conhecimento que ele adquiriu em um dos cursos e seminários que participou no que concerne à diminuição de gastos com pessoal, de 54% com tolerância até 56%. “Agora devido à crise financeira caiu para 51,3% com aceitável zero”, diz Passarinho. “Na campanha eu disse claramente, que não seria prefeito, mas gestor; um gerente público. Eu não vou praticar o erro que outros gestores fizeram. Não vou ferir a constituição, a lei”.

Devido à mudança na lei, sobretudo com relação ao gasto com pessoal, Passarinho afirmou que “infelizmente não vai ter emprego para muita gente”. Para tanto, ele explicou que algumas decisões já foram tomadas. “Em nossa gestão não vai ter diretor de escola que tenha dois contratos; vamos chamar diretor que tenha apenas um contrato, pois ele vai ganhar 50% em cima da remuneração dele atual”, esclareceu. “Não vai ter diretor adjunto com dois contratos, mas com apenas um contrato; coordenação escolar, praticamente não vai ter. As escolas que realmente necessitam de coordenador, iremos colocar depois que vermos como está a porcentagem de gastos. Tem escolas que têm dez zeladoras, já andei em várias e vi que quatro é suficiente”.

E explicou algo óbvio a respeito de tais atitudes: “Não adianta eu encher a folha de funcionário e, depois ir para a cadeia e ainda atrasar o funcionalismo poi, eu não quero atrasar um dia o pagamento”. E pediu a compreensão das pessoas ao externar: “não espere de mim atitudes errôneas, não me vejam como carrasco ou como uma pessoa sem sentimento”.

Ele também explicou acerca do porquê da chamada pública que ele fez dos funcionários. A fez embasado na lei e “não foi para perseguir ninguém. Não tenho nenhuma intenção disso”, afirmou. “Eu quero montar um sistema organizacional para banir papelada. Contratei uma empresa para informatizar todos os funcionários, pois no dia do aniversário dele, eu quero lhe mandar uma mensagem, parabenizá-lo. Quero criar um vínculo de amizade com cada funcionário: saber onde ele trabalha, quanto ele ganha… Não vejo crime nenhuma nisso”.

Passarinho informou também que a unidade básica de saúde Ovídia Nogueira [o hospital municipal] será fechada em primeiro de janeiro do ano que vem, pois segundo ele, não tem condições de atendimento e precisa passar por uma reforma urgente.

“Eu tenho me aperfeiçoado bastante, me informado bastante para que eu possa ser o prefeito gestor, para que eu possa fazer uma administração voltada para o bem da coletividade: uma gestão justa, pacífica; uma gestão que possa trabalhar em conjunto com o legislativo, com a sociedade, que queira o bem da cidade”, enfatizou Passarinho.

BARÃO FALAAleandro Passarinho: “Muitas pessoas só pensam em se dá bem, enricar, em tirar proveito do município. Essas pessoas não vão ficar comigo, tenho certeza que elas vão me abandonar. Mas eu não vou fazer ‘politicagem’, pois preciso de recursos para fazer as obras que o município precisa”.

E deixou claro que os que não querem o bem do município certamente o deixarão.  “Muitas pessoas, infelizmente, só pensam em si; só pensam em se dá bem, em enricar, só pensam em tirar proveito do município. Essas pessoas não vão ficar comigo. Eu tenho certeza que elas vão me abandonar, embora me apoiaram. Mas eu não posso fazer uma ‘politicagem’ e, não puder cumprir com os pagamentos, porque eu preciso de recursos para fazer as obras que o município precisa”.

Fechando sua fala, Passarinho lembrou a todos que a política acabou e que é preciso “descer do palanque e formar um só partido, o PMF – Partido Municipalista de Fortaleza” [no sentido de todos unidos pelo bem do município].

Em suas falas os vereadores foram uníssonos em elogiar todas as ações do prefeito eleito até então, inclusive o ato de ele se dirigir até a Casa e falar ao povo e aos vereadores – algo bastante elogiado pela vereadora Maria José. Que tanto ela como os demais alfinetaram o chefe do executivo municipal por todas as obras e pelo caos em que a cidade se encontra, segundo eles.

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Alex de Brito Limeira é jornalista e escritor. Esteve sete vezes entre os melhores novos escritores do país em concursos literários promovidos por casas editoriais de São Paulo e Rio de Janeiro. Escreve poesias e ficção. Em Abril de 2011 lançou o romance O Crime da Santa. Foi repórter no jornal Folha do Maranhão do Sul, em Carolina – MA; Instrutor autônomo de redação discursiva e dissertativa. Em Fortaleza dos Nogueiras é pioneiro na comunicação social - jornalismo, ao fundar, editar e apresentar o Jornal da Cidade, na rádio Cidade FM de 2003 a meados de 2004. Em seguida fundou a Gazeta Sul Maranhense (Fortaleza dos Nogueiras e região) e o site Gazeta OnlineG, ambos em ampla expansão.